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Economia Economia

Alta do diesel e defasagem do frete dificultam vida de caminhoneiros

Muitos motoristas estão optando por deixar a profissão na Bahia

11/05/2022 09h07
Por: Redação Fonte: Tribuna da Bahia
Foto - Reprodução Tribuna da Bahia / Romildo de Jesus
Foto - Reprodução Tribuna da Bahia / Romildo de Jesus

Aumento no preço do diesel, defasagem do frete e alta dos custos de manutenção. Os caminhoneiros autônomos da Bahia e de todo Brasil vêm fazendo o possível e o impossível para não vender o caminhão e abandonar a profissão. Segundo dados da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), há na Bahia 24.041 Transportadores Autônomos de Carga (TAC) ativos e em todo Brasil mais de 865 mil caminhoneiros autônomo que estão tendo que conviver com os altos custos do combustível, manutenção e regularização.  

“Os dados do setor de abril de 2022 demonstram que há 1.140.700 transportadores cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), sendo 865.689 Transportador Autônomo de Cargas (TAC), 274.479 Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) e 532 Cooperativa de Transporte Rodoviário de Cargas (CTC). Na Bahia temos 24.041 Transportadores Autônomos de Carga ativos”, informou à Tribuna da Bahia a ANTT.

O diretor do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado da Bahia (Sindicam-BA), Luciano Oliva, 62 anos, disse que muitos motoristas estão optando por deixar a profissão em função dos altos custos. Ele antecipou que o sindicato pode fazer a qualquer momento uma paralisação.

“Para se manter um caminhão hoje está muito complicado. Tem colegas meus colocando caminhão à venda porque não aguenta mais o alto custo do diesel e a defasagem do frete. Eu sou formado em logística. Se continuar nessa toada vou também vender o meu e voltar para minha área de origem”.

Além do alto custo com combustível, manutenção e regularização, o perigo na rodovia, a distância da família e falta de local adequado para descansar também tem contribuído para o abandono da profissão. “Vendi meus dois caminhões e preferi trabalhar para uma transportadora. Infelizmente, não compensa ter caminhão no Brasil. Você tem muita punição, pouco benefício e uma vida de escravidão na estrada. Eu vivia para o trabalho e não via a minha família", disse ao UOL o baiano e motorista Alexsandro Bastos, 37 anos.

Alívio

Em meio à pressão dos caminhoneiros, o governo federal estuda mudanças nas regras de compensação do preço dos combustíveis em contratos de frete rodoviário. O modelo, defendido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, foi discutido na semana passada em reunião na Casa Civil pelo Ministério de Minas e Energia. A intenção do Executivo é aproximar o modelo brasileiro do americano, garantindo o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final, quando da entrega da mercadoria.

 

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