Quarta, 18 de Maio de 2022
Eleições 2022 Política

João Roma reforça discurso sobre Segurança após mortes de PMs

"É preciso mudar a postura. Não transferir responsabilidades", disse Roma.

12/05/2022 07h56
Por: Redação Fonte: Tribuna da Bahia
Foto - Reprodução Tribuna da Bahia
Foto - Reprodução Tribuna da Bahia

O pré-candidato a governador, ex-ministro da Cidadania e deputado federal, João Roma (PL), fez novas promessas na área de Segurança Pública ao ser questionado por jornalistas das cidades de Feira de Santana, Luís Eduardo Magalhães, Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Canavieiras e Jacobina em entrevistas a emissoras de rádio ontem. As declarações se intensificaram após a morte de três policiais militares nos últimos dias. 

No último final de semana, o soldado Alexandre José Ferreira Menezes Silva, de 30 anos, levou um tiro na cabeça no sábado enquanto trabalhava no bairro de Águas Claras e morreu a caminho do hospital. No dia seguinte, os soldados Victor Vieira Ferreira Cruz e Shanderson Lopes Ferreira foram assassinados na região de Cajazeiras quando retornavam do sepultamento de Alexandre. 

"A violência desenfreada atinge desde a capital à zona rural, onde hoje se vive também com grades nas portas e janelas das casas. O governo não agiu e o crime organizado se instalou na Bahia. É preciso mudar a postura. Não transferir responsabilidades. E ter coragem para enfrentar o problema e colocar os bandidos na cadeia", afirmou Roma. "Não oferecem a estrutura necessária de capacitação e equipamentos, além do devido amparo institucional. Os policiais acabam respondendo a processos absurdos na Justiça, quando atuam na defesa dos cidadãos". 

 Segundo palavras de Roma, "o governo federal, por meio do Ministério da Justiça, destinou mais de 100 milhões para o combate à criminalidade na Bahia, mas o governo do PT não investiu nem 20% desse montante em capacitação e equipamentos para as polícias Civil e Militar". 

O ex-ministro da Cidadania disse que, no caso de eleito governador da Bahia, "vai liderar um movimento de toda a sociedade para dar um basta na escalada da violência, que já ceifou a vida de mais de 75 mil baianos nos 16 anos de gestões petistas". "Vamos integrar todas as forças policiais federal, estadual e municipal num esforço conjunto para restabelecer a paz e a ordem em nosso estado". 

No início da semana, o governador Rui Costa (PT) rebateu as críticas que vem recebendo de membros da oposição após o caso.  "Infelizmente, o aumento do número de armas pesadas, inclusive com uso de fuzis, a partir dessa orientação do Governo Federal de liberou geral a entrada de armas no Brasil, tem facilitado ainda mais a possibilidade de criminosos terem acesso a armas maiores e mais pesadas", disse o governador.

 

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